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Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes

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Marca Aderente

HISTORIA DA MARCA

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Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes

Vinho Verde: Diversidade e inovação

A associação de duas palavras – Vinho Verde – é capaz de criar uma expectativa sensorial imediata para um vinho jovem, vibrante e, sobretudo, fresco. Ao mesmo tempo, o facto de remeter para uma experiência de consumo surpreendentemente agradável garante-lhe lugar de destaque na primeira linha das oportunidades de mercado, numa altura em que as tendências de consumo se voltam para vinhos brancos, leves e frescos.

Mas a marca Vinho Verde é muito mais do que vinhos brancos leves e jovens. Também os há ricos e envelhecidos em madeira, ou na versão rosados e tintos distintos.

Os vinhos Verdes Alvarinho são os mais célebres da região, por se revelarem mais estruturados e complexos e com um caráter mais tropical.

Porém, o estilo mais rico e envelhecido em madeira que, por vezes, encontramos não diz apenas respeito ao Alvarinho. Também os vinhos Verdes da casta Avesso, com mais textura e estrutura, mostram grande potencial de envelhecimento em barricas. Qualquer que seja o perfil do vinho em prova, a Região dos Vinhos Verdes produz sempre vinhos frescos e o segredo resulta das características do território e de castas tão singulares e diferenciadas como as que dão origem a vinhos únicos no mundo.

Orograficamente, a região apresenta-se como “um vasto anfiteatro que, da orla marítima, se eleva gradualmente para o interior” (Amorim Girão), expondo toda a área à influência do oceano Atlântico, fenómeno reforçado pela orientação dos vales dos principais rios, que facilitam a penetração dos ventos marítimos. Esta influência atlântica, os solos na sua maioria de origem granítica, o clima ameno e a elevada precipitação traduzem-se na frescura, na leveza e na elegância naturais que caracterizam os vinhos da região. Mas quer se trate de Alvarinho ou Avesso, todas as castas locais têm em comum a capacidade de reter a frescura, mesmo em áreas geográficas mais quentes, como Baião ou Monção. Nenhum produtor da Região dos Vinhos Verdes se satisfaz com a produção de um único estilo de vinho. Atualmente, assiste-se a toda uma nova geração de produtores que abraça com muito entusiasmo a inovação, a qualidade e a diversidade do Vinho Verde, reforçando a consagração e partilha de que há muito mais na região do que um perfil único de vinho.

A região incorporou a missão de garantir que o Vinho Verde não é apenas a região de referência do vinho branco português, mas, acima de tudo, uma das marcas mais distintivas e respeitadas do mundo – porque o Vinho Verde “vai cada vez mais longe” e chega a mais de 100 países.